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EDUARDO SOUTO DE MOURA
Portugal
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EDUARDO SOUTO DE MOURA
Portugal
Natural do Porto, em Portugal, Eduardo Souto de Moura, antes mesmo de formar-se arquiteto pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto, em 1980, já colaborava com importantes nomes da arquitetura portuguesa como Noé Dinis, Álvaro Siza Vieira e Fernandes de Sá.
Em 1981, recém-graduado, venceu o concurso para o projeto da Casa das Artes, centro da Secretaria de Cultura do Porto, o que revelou seu talento internacionalmente. Ainda em sua cidade natal, destacou-se com o projeto de arquitetura para o metrô.
Outras obras relevantes de sua autoria são o Mercado Municipal de Braga, o Estádio Municipal de Braga, a Casa da Histórias Paula Rego, em Cascais, e o pavilhão de 2005 para a Serpentine Gallery, nos Jardins de Kesington, na Inglaterra.
Como professor convidado, lecionou em Paris-Belleville, Harvard, Dublin, Zurich, Lausanne e Mantova.
É um dos arquitetos mais premiados de Portugal tendo conquistado o Pritzker, em 2011, o Prêmio Wolf, em 2013, o Prêmio Piranesi, em 2017 e, em 2018, o Leão de Ouro na Bienal de Veneza.
ELIZABETH DE PORTZAMPARC
França/Brasil
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ELIZABETH DE PORTZAMPARC
França/Brasil
Radicada há 50 anos na França, a carioca Elizabeth Portzamparc deixou o Brasil em 1969, abandonando o curso de Sociologia da PUC-RJ para iniciar seus estudos na Universidade Sorbonne, em Paris. Na capital parisiense, concluiu graduações e pós-graduações em economia, sociologia, antropologia e urbanismo, em instituições renomadas como a École des Hautes Études en Sciences Sociales e o Institut d’Études Economiques pour le Développement Social, da Université Paris.
A formação humanista é uma marca evidente em seu trabalho. Elizabeth agrega arte e sociologia a arquitetura e urbanismo. Em sua agência, conta com uma equipe multidisciplinar que, além de arquitetos, urbanistas e cenógrafos, conta com sociólogos e cientistas políticos. Entre as suas obras mais conhecidas, estão o Musée de la Romanité de Nîmes (França) e o Hotel Les Arènes (Marrocos). No urbanismo, reestruturou bairros como o Pointe de Trivaux, em Meudon-la-Forêt (França), e foi responsável pelas 145 estações e pelo mobiliário urbano do Tramway de Bordeaux (França). Seus projetos mais recentes são a estação de metrô Le Bourget, que faz parte do projeto da Grand Paris e integrará o aeroporto internacional; a Grande Biblioteca de Documentação do Campus Condorcet, em Aubervilliers, na França; e o Taichung Intelligence Operation Center, um arranha-céu com centro cultural digital, escritórios e lojas, em Taiwan.
Elizabeth foi vencedora do Future Heritage Award, em 2016.
FRANCIS KÉRÉ
Burkina Faso
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FRANCIS KÉRÉ
Burkina Faso
Nascido em 1965, numa aldeia com cerca de 3 mil habitantes em Burkina Faso, pequeno país africano, Diébédo Francis Keré formou-se arquiteto pela Universidade Técnica de Berlim e tornou-se reconhecido internacionalmente por seu trabalho visionário e com intensa atuação social. Ainda quando estudante, criou a associação Schulbausteine für Gando e conseguiu fundos para erguer a primeira escola em sua aldeia, o que lhe rendeu o prêmio internacional Aga Khan em 2004. No ano seguinte, fundou em Berlim, o escritório Kéré Architeture.
Seus projetos na África – escolas, centros culturais, vilas – o consagraram como um agente de transformação social. Kéré preconiza o uso de métodos construtivos locais em concepções sustentáveis e defende ainda a participação ativa da comunidade.
Autor de projetos para países com culturas muito diferentes, como Mali, Iêmen, China, Estados Unidos, Francis Kéré coleciona uma série de prêmios e títulos. Em 2009, recebeu o Global de Arquitetura Sustentável; em 2010, o BSI Swiss Architectural Award; e, em 2014, o Schelling Architecture Award. Participou também, em 2017, da prestigiada Serpentine Gallery, em Londres.
Dentre seus projetos, destacam-se a Assembleia Nacional de Burkina Faso, o Pavilhão de Pequim, o Porto de Zhoushan, na China, o Parque Nacional do Mali, o Teatro Satélite Volksbuhne, no Aeroporto de Tempelhof, em Berlim, entre outras.
SOLANO BENITEZ
Paraguai
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SOLANO BENITEZ
Paraguai
Sócio-fundador do Gabinete de Arquitectura, Solano Benitez nasceu na capital paraguaia e formou-se pela Universidade Nacional de Assunção, em 1986. Desde então, tem investido em materiais simples e de baixo custo – como tijolos e até destroços resultantes de catástrofes – como base para suas obras. Sua preocupação inicial era projetar moradias de qualidade com baixo custo. Com atenção às questões sociais e à sustentabilidade, consagrou-se entre os mais renomados arquitetos latino-americanos contemporâneos.
Entre suas obras destaca-se o Centro de Reabilitação Infantil Teletón, destinado ao auxílio no tratamento de pessoas com mobilidade limitada. Foi erguido em alvenaria de tijolos, com abóbodas no teto feitas a partir de materiais reciclados.
Em 2001, Benitez foi finalista do 2° Prêmio Mies van der Rohe para a América Latina, com o centro de lazer em Ytú, no Paraguai. Depois, em 2008, venceu o BSI Swiss Architectural Award. Em 2012, foi eleito membro honorário do American Institute of Architects. E, na Bienal de Veneza de 2016, conquistou o Golden Lion, tendo chamado a atenção dos jurados pela engenhosidade estrutural de seu projeto – um grande arco feito de tijolos e barro.
TATIANA BILBAO
México
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TATIANA BILBAO
México
O trabalho da mexicana Tatiana Bilbao tem um foco bem específico: criar espaços humanizados, em contraponto ao capitalismo global, a partir do entendimento da Arquitetura em seus aspectos multidisciplinares e multiculturais, com o objetivo de abrir nichos para o desenvolvimento econômico e cultural.
Tatiana tem um portfolio rico de projetos de espaços públicos que seguem essa linha de pensamento, como o Jardim Botânico de Culiacán; o Plano Mestre e a Capela da Gratidão do Caminho do Peregrino de Jalisco; o protótipo de uma casa sustentável ao custo de apenas 160 mil pesos (equivalente a uns R$ 35,5 mil); o novo edifício da Universidad de Monterrey (México); e o novo Aquário do Parque Central de Mazatlan (em construção).
Formada na Universidad Iberoamericana da Cidade do México, Tatiana foi apontada, em 2010, como “Emerging Voice” pela Architecture Leage de Nova York. Ela acumula vários prêmios por seu trabalho: Kunstpreis Berlin (2012); Global Award for Sustainable Architecture Prize da Locus Foundation (2014); Impact Award Honorees do ArchitzierA + Awards (2017) e o mais recente Marcus Prize Award (2019), entre outros.
Seus projetos integram as coleções de Arquitetura do Centro Georges Pompidou, em Paris, do Carnegie Museum of Art, do Art Institute of Chicago e do Frac Center in Orléans Recently. O Museu de Arte Moderna de São Francisco (SF MOMA) também adquiriu peças de seu trabalho para sua coleção.
Tatiana também é professora convidada de várias universidades, como Andrés Bello (Chile), Dusseldorf (Alemanha), Architectural Association School of Architecture (Londres) e as norte-americanas Rice, Columbia, Yale e Harvard.


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